Igreja matriz ou “igreja nova”
No dia 3 de Dezembro de 1972, foi benzida a primeira pedra da nova igreja por que o povo cristão de Aldoar ansiava há já muitos anos.. Era então pároco o Dr. Caetano Pacheco de Andrade e a cerimónia foi presidida pelo Bispo D. António Ferreira Gomes. O projecto, correspondente aos novos tempos da arquitectura religiosa, era do arquitecto Alfredo Moreira da Silva. O entusiasmo e o esforço de muita gente, que não pode ser esquecida, permitiram que a construção avançasse rapidamente. No entanto, concluída praticamente a primeira fase - tinha passado pouco mais de um ano - tudo parou. Ficaram erguidas as paredes de betão e tijoleira, e ainda o corredor de acesso lateral. A obra feita foi-se degradando a um rimo chocante.
Em Março de 1985, o novo pároco, P. Lino Maia, acabado de chegar a Aldoar, reúne, no velho salão, contíguo à igreja de então, as forças vivas da paróquia, e desse encontro histórico saiu a decisão de retomar “rapidamente e em força” o projecto de construção da nova igreja. Nem os mais optimistas acreditavam, no entanto, que seria possível realizar o sonho de a ver inaugurada a 27 de Março de 1988. Mas foi exactamente isso que aconteceu, em ambiente inesquecível de festa e emoção, sob a presidência do bispo, D. Júlio Tavares Rebimbas.
A “igreja nova” como o povo começou a chamar-lhe, tem a forma de uma grande tenda e abrange uma área total de 1.200 metros quadrados. A nave tem capacidade para cerca de 1000 pessoas, 560 das quais sentadas.
Não obstante a austeridade do projecto, a igreja, que assumiu o título de matriz, apresenta algumas obras de arte que vale a pena admirar. Chamamos a atenção particularmente para duas. Referimo-nos, até por ser a por ser a primeira com que um visitante se depara quando entra na nave da igreja, ao baixo relevo, de dimensões significativas, que representa o episódio mais conhecido, lendário ou não, da vida de S. Martinho. Foi quando este, ainda soldado romano, dividiu a sua capa com um mendigo cheio de frio. O autor deste baixo relevo foi o escultor Gustavo Bastos, que exerceu o seu magistério de professor na Escola Superior de Bela Artes, no Porto. A segunda obra, digna de admiração, é uma escultura de Nossa Senhora, Mãe de Deus, da autoria de Irene Vilar. Foi Fernando Lage que consagrou no bronze a imagem de uma Mãe de Deus, que paira sobre as nuvens, e que apresenta um rosto maravilhosamente juvenil. Trata-se, certamente, de uma das obras mais expressivas da saudosa artista e mulher de fé. |