Sob a orientação do Pe. Lino Maia teve inicio, há cerca de dois anos, no Centro Paroquial de Aldoar, um curso Bíblico cujas sessões, até ao momento, têm incidido sobre o Antigo Testamento.
Tem sido uma longa mas, também, bela caminhada.
Com as reflexões sobre a forma de compreendermos a Bíblia e a descobrirmos, através das histórias dum pequeno Povo que a Bíblia é um universo onde é necessário penetrar e aderir para, então, compreendermos que, para além das aventuras de um povo, está subjacente toda a epopeia da humanidade, sempre com a presença de Deus e o sentido e refúgio do Divino.
Com a constatação de que a Bíblia tem de ser entendida num contexto histórico, espaço geográfico-temporal e como interpenetração de culturas e influências de outros povos, de que destacamos os Egípcios, os Hititas, os Sumérios, os povos da Babilónia e da Assíria, os Gregos e os Romanos.
Que o Povo Judeu foi vítima de muitos exílios e que só a sua fé num Deus Único lhes permitiu manter um elo fortemente aglutinador e uma identidade como Nação, apesar de se encontrarem, tantas vezes, dispersos.
Aprendemos a reflectir sobre o êxodo, uma epopeia como género literário mas cuja importância é, primordialmente, teológica e, por isso, é que através dos relatos ou narrativas, nos aparece um Deus Libertador, porque Deus que, não só um Povo, mas toda uma Humanidade de Homens Livres, que O sirvam, livremente, vivendo a sua fé numa aliança com Ele.
Aprendemos a reflectir sobre os Patriarcas e, nomeadamente, na importância decisiva de Abraão pela sua crença determinada num Deus Único, no que constitui, talvez, a maior viragem ou ruptura na História Humana antes de Cristo e, por isso, não é de espantar que S. Paulo considere Abraão um modelo de fé.
Aprendemos a situarmo-nos no Livro do Génesis e, sobretudo, a compreender que Deus está na origem da vida e que deu ao Homem o mundo, os animais e as plantas, para que possa sobreviver e a capacidade de saber e amar, para que se possa desenvolver.
Percorremos os Profetas e os Livros Sapienciais.
Ficamos extasiados com a beleza mística, mas também literária, de tantos Salmos e convictos de que muitos ensinamentos do Livro dos Provérbios, se mantêm plenos de actualidade.
Hoje, o grupo está mais enriquecido com os ensinamentos adquiridos e, sobretudo, mais fraterno e tolerante.
Mais sábio, porque mais humilde perante outros caminhos que os homens encontram para a sua relação com Deus e mais respeitador de outras crenças e religiões.
Mais determinados a reflectir, bem como assumir que, afinal, o caminho do encontro com Deus é bem simples mas, por isso mesmo, tão difícil – Amar o Próximo como a ti mesmo.
Uma palavra para o Pe. Lino Maia: nestas matérias e perante tantas sensibilidades, é necessário ter engenho e ter argúcia, ter posição de abertura e de tolerância, bem como humildade na Sabedoria. O Pe. Lino tem mantido estas características e só lhe podemos dar uma óptima avaliação de desempenho. Bem haja!
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